Descubra a tribologia nos lubrificantes: a ciência que prolonga a vida do seu motor
Dos nossos ancestrais que esfregavam pedras para fazer fogo aos sofisticados motores que movimentam os nossos veículos, o atrito é uma constante na história da humanidade. Da necessidade de compreender e controlar este fenómeno nasceu a tribologia, a ciência que estuda o atrito em todo o tipo de superfícies.
No âmbito dos lubrificantes, a tribologia procura minimizar o atrito nos motores de veículos ou máquinas. Isso permite reduzir em grande medida o desgaste dos elementos mecânicos, prolongando a vida útil dos mesmos e melhorando o seu rendimento e eficiência.
Os primeiros passos da tribologia remontam à pré-história, quando o atrito era utilizado para fazer fogo ou criar ferramentas. Porém, foi durante o Renascimento que se começou a procurar formas de reduzir o atrito para facilitar o movimento. Posteriormente, a Revolução Industrial iria marcar um ponto de viragem, com o desenvolvimento de máquinas cada vez mais complexas e que exigiam uma lubrificação eficiente.
Após a II Guerra Mundial, a tribologia ganhou ainda mais importância. As exigências dos motores eram cada vez maiores, pois tinham de suportar cargas, velocidades e temperaturas mais elevadas. Isso levou a que o atrito e o desgaste se convertessem num problema crítico para todo o tipo de veículos e maquinaria.
Atualmente, este campo de estudo enfrenta desafios ainda mais exigentes e que são cruciais para a indústria automóvel, como a redução do consumo de combustível e, consequentemente, a diminuição das emissões contaminantes. Neste sentido, cabe recordar que mais de 20% da energia mundial é utilizada para vencer o atrito, um valor que põe em evidência a importância da investigação neste campo.
Sem ir mais longe, num motor de combustão interna, o atrito é responsável por uma parte significativa destas perdas de energia. A tribologia permite inovar e desenvolver a formulação de lubrificantes, com o propósito de minimizar estas perdas e otimizar o rendimento, ajustando a viscosidade, utilizando óleos-base de alta qualidade ou acrescentando aditivos.
As superfícies dos componentes mecânicos, com as suas diferentes rugosidades, texturas e revestimentos, são outro fator fundamental na lubrificação, uma vez que a redução do seu desgaste contribui para uma maior longevidade do motor. Há apenas duas décadas, os acabamentos superficiais dos motores eram menos precisos, o que obrigava a rodagens mais prolongadas em tempo e quilómetros. De então para cá, a tecnologia permitiu melhorar este aspeto, mas a interação entre as superfícies e o lubrificante continua a ser crucial.
Na Repsol, a procura de uma lubrificação de elevada qualidade baseia-se em rigorosos ensaios que replicam as condições reais de funcionamento dos motores. Nestes ensaios, utilizamos tribómetros como o MTM (Mini Traction Machine), o MPR (Micro-Pitting Rig) e o HFRR (High Frequency Reciprocating Rig) para simular diferentes tipos de contacto e condições de funcionamento. Estes ensaios permitem-nos avaliar o rendimento de diferentes óleos-base, aditivos e modificadores de atrito, otimizando assim a formulação dos nossos produtos.
Em resumo, a tribologia é o impulso discreto que possibilita a inovação no campo dos lubrificantes. Graças à investigação feita neste domínio, a Repsol consegue desenvolver lubrificantes que não se limitam a proteger o motor, contribuindo também para melhorar a sua eficiência.